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Também beneficiados pelo crescimento econômico e, especialmente, pelo aumento de renda da população relacionado à abertura de vagas na indústria, o comércio e a construção civil ampliam seus negócios e começam a requisitar mais mão-de-obra em todo o Estado.

Os setores são termômetros do mercado de trabalho.

- O comércio e a construção civil comportam-se sempre como um reflexo da economia - afirma o consultor da empresa da área de recursos humano Catho, Mario Fagundes.

No comércio, segmentos como o de eletrodomésticos e automóveis, líderes no crescimento de vendas no país, são os que mais têm aberto vagas, conforme análise do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de SC (FCDL-SC), Sergio Medeiros. Perto de 2,8 mil foram criadas no primeiro quadrimestre do ano e, se não ocorrerem imprevistos que levem ao desaquecimento da economia, o desempenho deve se manter até o final do ano.

- O comércio é um pára-choque da economia. É sempre o primeiro a sentir os reflexos dos outros setores, e, no momento, isso está se refletindo na criação de vagas - diz Medeiros.

Segundo ele, deve-se ficar atento às vagas temporárias. Para o Dia dos Namorados, na próxima quinta-feira, por exemplo, a FCDL projeta crescimento de 7% nas vendas, o que deve se refletir na ampliação de 2% no total de postos de trabalho.

Construção civil voltou a crescer no ano passado

Na construção civil, o bom momento registrado nos últimos anos em Florianópolis e Balneário Camboriú está se estendendo a todas as regiões do Estado, aponta o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon), Hélio Bairros. Após quase três décadas de estagnação, o segmento voltou a crescer em 2007, beneficiado pela estabilidade e a disponibilidade de crédito. No primeiro quadrimestre do ano, foram ricriadas 5,7 mil vagas em SC, contra 12,9 mil nos últimos três anos.

- Para os próximos 12 meses, esperamos criar entre 8 mil e 10 mil novas vagas. Mas é preciso qualificação mínima e alguma experiência.

As obras demandam desde pedreiros e chefes-de-obras a engenheiros.

 

Fonte: Diário Catarinense

 


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